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		<title><![CDATA[Viajandão - Editor(a): Arthur Veríssimo]]></title>
		<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br]]></link>
		<description><![CDATA[]]></description>
		<language>pt-br</language>
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			<title><![CDATA[Viajandão]]></title>
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			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br]]></link>
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		<item>
			<title><![CDATA[Teste com imagem grande + lightbox]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2009/04/04/teste-com-imagem-grande--lightbox]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Destinos</a></div>			<div>Postado em 4/4/2009 8:11 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p>Aqui segue uma imagem que foi subida com mais de 1.000 px de largura:<br />
<br />
<img height="351" width="400" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/image/Viajandao/2009/abril/teste_laptop_1300px.jpg" alt="" /><br />
<br />
E uma outra imagem que também também foi subida com mais de 1.000 px de largura:<br />
<br />
<img height="266" width="400" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/image/Viajandao/2009/abril/cimento_big.jpg" /><br />
<br />
E aqui uma que subimos com 700 px e não foi guardada, apenas gerou a imagem de 400 px abaixo:<br />
<br />
<img height="232" width="400" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/image/Viajandao/2009/abril/teste_zoom700px.jpg" alt="" /><br />
<br /></p>		<p><br /></p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2009/04/04/teste-com-imagem-grande--lightbox">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=73514">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2009/04/04/teste-com-imagem-grande--lightbox#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Destinos]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2009/04/04/teste-com-imagem-grande--lightbox]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Sat, 04 Apr 2009 08:11:00 GMT]]></pubDate>
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		</item>
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			<title><![CDATA[Destino: [O Sobrenatural em Chiclayo]]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2007/05/03/destino-o-sobrenatural-em-chiclayo]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Destinos</a></div>			<div>Postado em 3/5/2007 17:05 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p>Desta vez o destino foi Chiclayo, no Peru. Durante uma busca incansável por algo sobrenatural, bruxos ou curandeiros típicos deste verdadeiro &ldquo;limbo&rdquo; da América Latina descobri segredos e experiências inexplicáveis. Na bagagem cultural trouxe plantas mágicas, mistérios milenares e um corte de cabelo ímpar. Embarque nessa viajem assistindo à matéria!</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2007/05/03/destino-o-sobrenatural-em-chiclayo">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=3185">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2007/05/03/destino-o-sobrenatural-em-chiclayo#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Destinos]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2007/05/03/destino-o-sobrenatural-em-chiclayo]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Thu, 03 May 2007 17:05:33 GMT]]></pubDate>
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		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[ Yoga na Índia ]: Malkamb #3/3]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/29/-yoga-na-india--malkamb-33]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Yoga</a></div>			<div>Postado em 29/11/2006 8:56 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><img width="408" height="28" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" alt="" /><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/ginastica_indiana_4.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=541,height=716'))"><img width="308" height="400" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/ginastica_indiana_4_p.jpg" alt="" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/ginastica_indiana_4.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=541,height=716'))"><img width="283" height="11" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_vertical.gif" alt="" /></a><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Pau pra toda obra<br /><br /></span>O malkhamb é praticado de duas formas distintas. Na primeira, usa-se um mastro de madeira de 3 metros, com base larga e ponta arredondada. A madeira é lisa para evitar atritos e assaduras. A outra modalidade é praticada com uma corda suspensa numa barra fixa horizontal. Em ambos os casos, os atletas executam manobras de torção e rotação que misturam malabarismo, contorcionismo e asanas &ndash; as posições da yoga. Assistir à prática do malkhamb impressiona. Nos exercícios de corda, os atletas parecem levitar no espaço em posição de lótus. Outros enrolam a corda no pescoço num suplício que parece um enforcamento. Não é brincadeira &ndash; um movimento errado e bye-bye vidinha boa. Para evitar acidentes o estado de alerta e de meditação é absoluto. <br />A carcaça trabalha por completo. Tendões, articulações e coluna vertebral não param. Se liguem, amiguinhos, temos 700 músculos, 300 articulações e 96 mil quilômetros de veias correndo por tronco e membros. É uma máquina complicada, difícil de ser mantida em bom funcionamento. O malkhamb ajuda a colocar o corpinho nos trinques para compensar os abusos diários. E é por isso que sua fama expandiu fronteiras. Na década de 70, dois ginastas indianos participaram de um congresso na Universidade de Colônia, na Alemanha. Lá foi constatado cientificamente que o malkhamb é um esporte completo. Os alemães gostaram tanto que incorporaram sua prática ao currículo da universidade.<span style="font-weight: bold;"></span></p>		<p>Com todos esses signos auspiciosos, eu e o brother André Meyer fomos desafiados por mister Uday a fazer alguns exercícios. Em poucos minutos, lá estávamos nós, tentando repetir as evoluções no mastro do deus macaco. Subir no pau-de-sebo exige destreza, mas o mais difícil é se equilibrar no topo do bastão gigante. Mesmo com o auxílio de mestre Uday, nosso mal-estar era evidente. Não dá para se equilibrar direito porque a perspectiva de cair de cabeça a qualquer momento inviabiliza qualquer tentativa de concentração. Depois de muito esforço, consegui fazer ao menos dois dos exercícios propostos. Na despedida, mestre Uday apresentou alguns de seus mais de mil alunos, que demonstraram grande interesse em organizar uma apresentação no Brasil. Alguém se habilita? Pau na máquina.</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/29/-yoga-na-india--malkamb-33">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=1328">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/29/-yoga-na-india--malkamb-33#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Yoga]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/29/-yoga-na-india--malkamb-33]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Wed, 29 Nov 2006 08:56:35 GMT]]></pubDate>
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		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[Yoga na Índia]: Malkhamb #2/3]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/29/yoga-na-india-malkhamb-23]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Yoga</a></div>			<div>Postado em 29/11/2006 8:54 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><img width="408" height="28" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" alt="" /><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/ginastica_indiana_3.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=541,height=716'))"><img width="308" height="400" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/ginastica_indiana_3_p.jpg" alt="" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/ginastica_indiana_3.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=541,height=716'))"><img width="283" height="11" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_vertical.gif" alt="" /></a><br /><br /><span style="font-weight: bold;">Macaquice<br /><br /></span>Chegar a Bombain é como entrar na medula óssea da casa dos ancestrais. Na periferia da caótica e vibrante cidade, encontrei o instituto Shree Samarth Vyayam Mandir, localizado no parque Shivaji, a léguas de distância dos estúdios de Bollywood. Duvido que os fissurados em novos esportes e modinhas de academia saibam o que é kabbadi, kho-kho, atyapatya, kushi ou malkhamb &ndash; todos esportes das antigas, praticados na Índia até hoje. Na porta de entrada do Shree Samarth, uma multidão de crianças e adolescentes com agasalhos pré-históricos (ou vintage?) conversava e se aquecia como em qualquer outro ginásio do planeta. No interior do templo sagrado, fomos apresentados ao mestre e disseminador do malkhamb, mister Uday Deshpande. Que simpatia! Sua alegria em receber brasileiros interessados no esporte foi surpreendente. <br /><span style="font-weight: bold;"></span></p>		<p>Segundo mister Uday, a origem do esporte remonta aos mitológicos tempos de Hanumam, o grandioso deus macaco do panteão hinduísta, que tinha espantosa flexibilidade na hora de escalar montanhas e deslizar por árvores. Depois dele, diversas divindades tornaram-se adeptas da técnica. Krishna foi praticante fervoroso, assim como todos os guerreiros dos livros sagrados. Os primeiros textos descrevendo o malkhamb estão no clássico Manasolhas, escrito pelo sábio Someshwar Chalukya, em 1.135 a.C. Reza a lenda que dois lutadores de renome (Ali e Ghulab), nativos da região de Nizam, começararam a desafiar e a chamar pro pau todos os guerreiros da corte do rei Peswa Bajirao II. A duplinha era um misto de Minotauro com Rickson Gracie e faturou todas as lutas. Até que um desafiante de 18 anos apareceu para o combate. O jovem Baliambhatdada Deodhar havia mergulhado na floresta e treinado com o próprio Hanumam, o deus macaco. Adivinhem o final desse filme de Kung Fu. Deodhar detonou e humilhou os invencíveis Ali e Ghulab, tornando o esporte popular em toda a Índia. Suas técnicas foram incorporadas ao treinamento militar dos soldados do rei Peshwa Bajirao &ndash; que aprenderam a escalar fortalezas, castelos e palácios inimigos graças à prática do malkhamb. Depois foi esquecido e virou peça de museu até ser resgatado por curiosos no século 19. Hoje, é o esporte nacional e faz parte do cotidiano do país.</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/29/yoga-na-india-malkhamb-23">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=1326">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/29/yoga-na-india-malkhamb-23#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Yoga]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/29/yoga-na-india-malkhamb-23]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Wed, 29 Nov 2006 08:54:05 GMT]]></pubDate>
			<guid><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/29/yoga-na-india-malkhamb-23]]></guid>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[ Yoga na Índia ]: Malkhamb #1/3]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/28/-yoga-na-india--malkhamb-13]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Yoga</a></div>			<div>Postado em 28/11/2006 11:45 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><img width="408" height="28" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" alt="" /><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/ginastica_indiana_2.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=541,height=716'))"><img width="308" height="400" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/ginastica_indiana_2_p.jpg" alt="" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/ginastica_indiana_2.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=541,height=716'))"><img width="283" height="11" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_vertical.gif" alt="" /></a><br /><br /><span style="font-weight: bold;">YOGA: malkhamb<br /><br /></span>Todos os dias novidades invadem nossas mentes e corpos. O que vier no arrastão do eletrizante bonde &ldquo;muderno&rdquo; é lucro. As notícias dos telejornais e as novidades apresentadas por revistas, sites, filmes, moda e esportes mais saciam nossa sede desesperada pelo novo. Quem não está ligado no up-to-date é &ldquo;celacanto&rdquo; perdido na marola da vida. A quantidade incalculável de novos esportes de ação deixa a cabeça confusa, à mercê do que irá aparecer amanhã. Não se aflija, estimado leitor. Só fiz este desabafo porque estou prestes a colocar diante de seus olhos o que vi a aprendi na minha viagem à Índia em setembro de 2003, sobre uma técnica antiga e particular de trabalhar corpo e espírito.</p>		<p>Aprendi nos milenares textos indianos dos Vedas (as mais antigas escrituras religiosas do mundo) que &ldquo;a fonte para todas as ações é a perfeição do corpo. Aquele que é débil não pode vivenciar a alma&rdquo;. Vem daí minha obsessão com a pesquisa e a prática da yoga e da ayurveda. O foco dessas duas disciplinas é a auto-realização &ndash; a diferença é que a yoga quer chegar lá pelo caminho psicoespiritual, enquanto a ayurveda prefere uma abordagem psicofisiológica. Fique tranqüilo leitor, não pretendo escrever aqui um texto na linha do &ldquo;mestre&rdquo; DeRose nem uma quimera do padre Quevedo. Depois de anos vasculhando a Índia de ponta a ponta, descobri o malkhamb, esporte que é síntese de uma série de outras artes corporais. É sobre ele que eu quero falar.</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/28/-yoga-na-india--malkhamb-13">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=1307">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/28/-yoga-na-india--malkhamb-13#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Yoga]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/11/28/-yoga-na-india--malkhamb-13]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Tue, 28 Nov 2006 11:45:11 GMT]]></pubDate>
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		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[ Camelagem ] Festival de camelos #3/3]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-33]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Festivais</a></div>			<div>Postado em 18/10/2006 14:54 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><img width="408" height="28" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" alt="" /><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/camelagem_14.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img width="408" height="300" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/camelagem_14_p.jpg" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/camelagem_14.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img width="381" height="11" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_horizontal.gif" /></a><br />O banho ritual é realizado ao nascer do sol e seus efeitos benéficos limpam os pecados dos penitentes, liberando-os para começar uma vida nova carregando o velho corpinho.   Devotos e peregrinos indianos banhavam-se e rezavam com seus véus, saris e tecidos supercoloridos. Particularmente queria mesmo era andar de camelo. Voltamos para as colinas empestadas de poeira, fezes, moscas e fumaça. Conseguimos alugar dois camelos turbinados e treinados para competições. Recebemos as devidas informações de como conduzir o animal e de tomar cuidado com a galera. Não era a primeira vez que eu montava em um camelo, em outras viagens pelo deserto havia estado em safáris ao longo da fronteira do Paquistão. Quando subi no mamífero de dois metros e meio, repentinamente <span style="font-style: italic;">Raghu</span> (nome do mamífero)  saiu na disparada. Trotava como muita desenvoltura. Dominei o bichano e sai com meu camelo alado, voando pelos barrancos e moitas. Seu gingado me projetava para trás, pra cima e para os lados. No ritmo embalado a sensação é igual ao que experimentamos em um cavalo. Quanto mais o animal acelerava, seus aparentes defeitos sumiam. Passeamos um par de horas e ficamos encantados com sua leveza e elegância. Na despedida, <span style="font-style: italic;">Raghu</span> emitiu uma série de grunhidos e gemidos intraduzíveis. Segundo o cameleiro, o animal estava feliz e explicou que o sentido mais desenvolvido do camelus dromedarius é a audição, sua vista é fraquinha e o olfato, uma lástima. Parece brincadeira, mas em uma corrida entre cavalo e camelo nas longas distâncias quem sempre vence é o camelo. O animal pode percorrer durante 16 horas direto e fazer até 140km por dia. Para um aprendiz de cameleiro haja hemorróidas, nádegas, coluna e pernas para agüentar uma aventura tão desgastante. Haja assaduras.</p>		<p>O sol começava a se esconder no horizonte e o calor desgastante era sobreposto por uma brisa leve e refrescante. Chegamos na bocada do parque de diversões. A música estourava as caixas de som. Engavetado entre as rodas gigantes vários espetáculos de mágicos, contorcionistas, malabaristas, aberrações e excentricidades espumavam nos cartazes alucinantes. O espetáculo das pinturas e faixas das atrações é fascinante.<span style="font-style: italic;"> Pop art </span>bruta, sensorial, <span style="font-style: italic;">cut-up</span> de Lord William Burroughs com filme de Tim Burton . Ficamos perplexos diante das cores e realismo sobrenatural da exposição dos artistas anônimos indianos. Tentei comprar uma das faixas. O Big-Boss mafioso do pedaço queria módicos dois mil dólares na menor das pinturas. Na vontade, aproveitei e fotografei os cartazes.  Resolvemos experimentar uma das perigosas rodas gigantes. Anualmente nos deparamos no noticiário das agências internacionais com notícias de acidentes em rodas-gigantes na Índia, com dezenas de mortos e feridos. Tudo é muito precário e sem a mínima segurança. Meu parceiro de muitas encarnações Toni Nogueira insistia para darmos umas voltinhas, pois estávamos filmando e a tomada do alto seria um espetáculo dantesco. Dantesco seria sermos lançados como meleca do balancinho sem proteção. Cinto de segurança nem pensar. Que merda! Quando nos demos conta, estávamos rodando agressivamente. Um doido controlava uma manivela podre, o mecanismo da infernal roda-gigante. Irresponsabilidade suicida. Na parada fomos analisar a correia que movimenta as engrenagens. O borrachão estava esgarçado e pronto para ser celebridade no noticiário internacional. Sobreviventes da roda gigante dos horrores, percebemos um bafafá do além no <span style="font-style: italic;">Ground Mela</span>. As divindades conspiravam ao nosso favor. Um emaranhado de pessoas espremia-se nas arquibancadas acompanhando bizarras competições. Chegamos no início da disputa do maior bigode da Índia. Participavam oito competidores. Fotógrafos de todas as partes do planeta aproveitavam a cena surreal. Sentei-me ao lado do campeão e virei seu assistente esticando pelo lado esquerdo seu imenso bigode de mais de 3 metros. André e Tony deliravam com minha desenvoltura. Na seqüência acompanhamos, na maior cara dura, a final da corrida dos camelos. Disputas de cabo de guerra entre Hindus e ocidentais, corrida com potes de barro na cabeça e a inusitada disputa para ver quantos homens um camelo pode carregar. O grande vencedor suportou nove elementos. Na volta para o hotel fomos intimidados por um grupo de jovens brâmanes a fazer oferendas e preces à beira do lago sagrado. Quem conhece <span style="font-style: italic;">Pushkar</span> já passou por esta sufocante pressão. Os tais sacerdotes obrigam ao turista a repetir uma serie de orações e exigem do inocente aventureiro uma cascata de dinheiro. Já havia passado por este constrangimento há dois anos. Calejado, disparei para o fulano que tinha apenas 200 rúpias. Mordido de raiva e ofendido, o tipinho teve que encarar minha doação. O congestionamento de criaturas pelos ghats do lago dificultava nossas ações. Um imenso formigueiro humano aguardava a lua cheia naquela noite. Uma espécie de caldeirão musical ecoava por todos os lados. Canções religiosas, divertidas, épicas, mantras, populares e hinduístas reverberavam de alto-falantes. Músicos, dj&acute;s e cantores de todos os estilos entoavam suas preferidas em palquinhos nos templos, lojas e esquinas. Uma baita confusão. Uma família de ciganos nos seduziu com sua performance. Duas meninas tocavam castanholas de madeira e dançavam sinuosamente enquanto o pai, com um imenso bigodão, dedilhava o harmônio. Completava o conjunto dois malucos com seus violinos e uma gata que destoava com sua beleza. Ficamos extasiados e perplexos diante da beldade e com a execução dos instrumentos. Ao final, capturamos a rainha dos ciganos que, toda cheia de amor para dar, recitou seu nome: Raquel. Seu riso, boca, corpo, jóias, curvas, adereços e cheiro hipnotizaram nosso bom-senso. A mulher era uma mistura de santa e demônio. Durante um tempo ficamos à sua mercê, extasiados com a musa. A verdadeira abundância e fartura dos deuses no olhar e frescor de uma mulher. Pushkar era uma cidade onde se sobrepunha camadas e sedimentos de vários séculos, com uma multidão enlouquecida com a lua cheia a degustar suas atrações e excentricidades. O elixir da longevidade (<span style="font-style: italic;">Amrita</span>) escorria sobre nossos corpos e <span style="font-style: italic;">chackras</span> e, generosa como sempre, a mãe Índia desvendava mais um de seus mistérios na tenda da divina e carnuda Raquel. <span style="font-style: italic;">Namaste</span>.</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-33">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=791">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-33#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Festivais]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-33]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Wed, 18 Oct 2006 14:54:42 GMT]]></pubDate>
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		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[ Camelagem ] Festival de camelos #2/3]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-23]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Festivais</a></div>			<div>Postado em 18/10/2006 14:44 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><img width="408" height="28" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" /><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/camelagem_2.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=541,height=716'))"><img width="308" height="400" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/camelagem_2_p.jpg" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/camelagem_2.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=541,height=716'))"><img width="283" height="11" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_vertical.gif" alt="" /></a><br />Com a cabeça e corpos empapuçados com o excesso de calor e sol, fomos convidados milagrosamente por um <span style="font-style: italic;">raika</span> (pastor) a escutar um pouco das lendas e histórias de seu povo. Tínhamos mais de dois quilômetros de pernada pelo deserto até nosso hotel. Sabiamente, resolvemos dar um tempo. Nos jogamos na sombra dos tratores e carroças em meio a uma espessa fumaça de excremento de cabra e camelo. Nossos anfitriões preparavam a comida e aqueciam a água para uma rodada de chá.  A elegância dos homens do deserto com seus brincos, anéis, bigodes, turbantes e fala mansa evocam relatos de tempos imemoriais. As mulheres ficavam em outra sombra, dando risadinhas e cobrindo seus rostos a cada olhada dos matutos brasileiros. Acompanhava dois<span style="font-style: italic;"> Raikas</span> tosando com muita habilidade o corpo esguio de um camelo. Faziam diagramas bacanudos e desenhavam carrancas sorridentes no bundão do dromedário. Nosso anfitrião Phagu Singh movimentava suas mãos cobertas de anéis como um napolitano rajastânico. Phagu hipnotizava a platéia. Dançava, cantava e contava historia mitológicas sobre seu povo, os <span style="font-style: italic;">Raikas</span>. Uma delas ficou engavetada feito mantra na minha memória: a Deusa <span style="font-style: italic;">Parvati </span>(esposa do Deus <span style="font-style: italic;">Shiva</span>) criou o primeiro camelo de um punhado de barro. Ela de muitas maneiras tentava controlar e domesticar o animal. Não conseguia. Pediu ajuda a <span style="font-style: italic;">Shiva</span>, que rapidamente criou o povo <span style="font-style: italic;">raika</span> com pedaços da sua própria pele e gotas de seu suor. A camaradagem dos nômades é contagiante. Comemos um pratão com <span style="font-style: italic;">dahl </span>(lentilha) batata, quiabo, masala e arroz com muita pimenta. Um chá preto com leite de camelo complementou nossa refeição. Refeitos e alimentados, seguimos o turbilhão da estrada principal e entramos na confusão, na Índia caótica e sagrada. Uma batalha sensorial épica de encantadores de serpentes, ciganos, <span style="font-style: italic;">saddhus</span>, ilusionistas, crianças fantasiadas de deuses, tatuadores e vendedores ambulantes. O animadíssimo comércio parece a rua 25 de março, em São Paulo, na véspera de Natal. As atrações são uma colcha de retalhos de espetáculos circenses: shows excêntricos, mágicos, macacos dançarinos, eunucos e rodas-gigantes assassinas.</p>		<p>Somos conduzidos no espreme-espreme da multidão para um estádio aberto, onde são realizadas as competições mais doidas. Surge em nossas mãos a programação dos eventos. Corridas de camelos, lutas, shows de danças, o maior bigode do Rajastão, mulheres carregando potes de barro na cabeça e concursos de beleza para camelos. Nos arredores do estádio (mela ground) lojas e butiques vendem bugigangas e adereços para embelezar os animais. Por todos os lados borbulhava histórias e excentricidades. Estávamos no limite do cansaço e sedentos por um relax. No caminho de volta ao nosso oásis de tranqüilidade, o hotel <span style="font-style: italic;">Master Paradise</span>, decidimos alugar uma moto, que seria durante os outros dias nosso meio transporte no sufocante pátio dos milagres. Refeitos do jet-leg demencial, acordamos antes do nascer do sol. Comemos um substancioso café da manhã e nos atiramos com a motinho para a muvuca da festa. Este milenar festival de Pushkar é considerado a maior feira de camelos do mundo e realiza-se simultaneamente com a festa religiosa da Lua Cheia. Além dos milhões de Hindus que peregrinam para o evento, milhares de turistas ocidentais aventuram-se para conhecer um pouco da Índia. O zoológico de estrangeiros é uma atração à parte. Idosos, caretas, fotógrafos, antropólogos, clones de nagas-babas crianças e malucos belezas queimando haxixe 24 horas por dia. Fumacê da pesada em Gurudi. Na cidade sagrada são proibidos o consumo de bebidas alcoólicas e o consumo de carnes de animais, peixes e aves. O que é liberado geral é a mistura de haxixe e tabaco entre os s<span style="font-style: italic;">addhus</span> e a <span style="font-style: italic;">freaktagem</span> ocidental. A pequena cidade de <span style="font-style: italic;">Pushkar</span> é a única cidade em toda a Índia onde o deus <span style="font-style: italic;">Brahma</span> (da Criação) é cultuado e reverenciado. Na entrada do templo de <span style="font-style: italic;">Brahma</span> e no seu interior, a fé e devoção assemelham-se profundamente com a festa da padroeira brasileira Nossa Senhora Aparecida, obviamente com suas devidas diferenças regionais e religiosas. Diz a lenda que: <span style="font-style: italic;">Brahma </span>deixou cair uma flor de lótus no deserto e da flor brotou o povo, o lago, a cidade e a vida em <span style="font-style: italic;">Pushkar</span>.</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-23">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=789">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-23#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Festivais]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-23]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Wed, 18 Oct 2006 14:44:35 GMT]]></pubDate>
			<guid><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-23]]></guid>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[ Camelagem ] Festival de camelos #1/3]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-13]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Festivais</a></div>			<div>Postado em 18/10/2006 14:28 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><img width="408" height="28" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" alt="" /><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/camelagem_5.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img width="408" height="300" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/camelagem_5_p.jpg" alt="" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/camelagem_5.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img width="381" height="11" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_horizontal.gif" alt="" /></a><br />O visual uniforme e monótono do deserto como moldura intensifica o patchwork de turbantes, saris, flores, jóias, tatuagens, lixo, vacas, camelos e adereços que explodem pelas colinas. Um caleidoscópio chapado de visões desafia meu equilíbrio no caldo grosso da celebração. Os personagens e cenário parecem pertencer ao clássico <span style="font-style: italic;">As Mil e Uma Noites</span>, adaptadas a um <span style="font-style: italic;">Freak Show</span> terminal.  A lua cheia derrama cachoeiras de ambrósia lunar no sagrado lago da medieval <span style="font-style: italic;">Pushkar</span>. Representantes das tribos nômades do Rajastão Gujarat, Harayana, Punjab comercializam seus animais. Cabras, cavalos e, principalmente, a estrela fulgurante da mega-feira: o camelo. O êxodo das manadas de camelos e seus pastores é uma historia milenar, com rotas migratórias que desafiam estatísticas e relatos de viajantes. Os pastores (<span style="font-style: italic;">Raikas</span>) fazem igualzinho como seus tatataravóvozinhos, organizam-se com meses de antecedência, deslocando-se pelo deserto de Thar. A meta é chegar a tempo no período da <span style="font-style: italic;">Kartik Purina</span> (lua cheia de novembro), para vender-trocar-comprar e negociar seus amados e fiéis camelos. Lendas, mitos, parábolas, ciganos, turistada e um mega-parque de diversões é o espetáculo do circo medieval no <span style="font-style: italic;">Pushkar Fair</span>.</p>		<p>Deslizávamos pelas colinas fotografando, filmando e acompanhando as negociações dos criadores de camelo. Dentes, cascos, olhos, orelhas e corcovas eram supervisionados com atenção cirúrgica. Nada passa batido na análise do comprador. A mercadoria principal são os camelos. Na maravilhosa obra &ldquo;Lugares Desertos&rdquo;, de Robyn Davidson, a autora descreve que os pastores do deserto são chamados genericamente de <span style="font-style: italic;">Rabari</span>. Os <span style="font-style: italic;">Raikas</span> são uma sub-casta específica de criadores de camelos.  Realmente alguns homens e mulheres possuem olhos verdes e azuis. Suas origens perdem-se pelas ondas migratórias da humanidade. Na história das civilizações do vale do Indo, não havia menção a camelos e carneiros. Enigmas. Segundo Davidson, entre os <span style="font-style: italic;">Rabaris</span> existem duas grandes divisões: os <span style="font-style: italic;">marus </span>e os <span style="font-style: italic;">chalkias</span>. Os <span style="font-style: italic;">marus </span>(<span style="font-style: italic;">raikas</span>) só cuidavam de camelos e os <span style="font-style: italic;">chalkias </span>cuidavam dos carneiros e cabras. Ela finaliza esclarecendo &ldquo;<span style="font-style: italic;">A história deles começava em Jaisalmer, no deserto de Thar, de onde ao longo dos séculos haviam-se espalhado com seus animais em direção à outros estados, integrando-se na cosmologia hinduísta à medida que avançaram, dividindo-se em subcastas, mas conservando sempre sua Rabaridade. Sua alteridade</span>&rdquo;.</p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-13">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=786">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-13#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Festivais]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/18/-camelagem--festival-de-camelos-13]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Wed, 18 Oct 2006 14:28:43 GMT]]></pubDate>
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		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[ Kumbh Mela ]  Festa religiosa #5/5]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela---festa-religiosa-55]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Religião</a></div>			<div>Postado em 16/10/2006 15:51 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><img width="408" height="28" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" /><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/kumbh_mela_6.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img width="408" height="300" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/kumbh_mela_6_p.jpg" alt="" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/kumbh_mela_6.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img width="381" height="11" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_horizontal.gif" /></a><br /><span style="font-weight: bold;">&quot;Banho sagrado&quot;</span><br /><br />Alvorecer do esperado banho sagrado. Fui o primeiro a despertar na barraca com os ruídos, vozes e o cantarolar dos fiéis. Diversos naga babas e homens santos saíam de suas tocas cobertos de cinzas e dirigiam-se para a concentração das suas Akharas (organizações). Saí no frenesi na turba dos peregrinos. Todos se encontravam no transe coletivo da data sagrada. No turbilhão da gigantesca serpente de massa humana, uma energia divina me empurrou para o acampamento principal. Prensado numa gigantesca almôndega, consegui chegar de frente ao &ldquo;crème de la creme&rdquo; da saddhuzagem. Milhares de naga babas furiosos e felizes pulavam exibindo seus Trisuls (tridentes), espadas, lanças, machados e espetos. Acostumado a muitas festas religiosas, nunca havia presenciado uma turma tão alucinante e bélica como a que estava diante dos meus sentidos. A situação ia esquentado de segundo a segundo. Um corre-corre pior que fuga de presídio.<br />No olho do furacão, os policiais e os seguranças das Akharas começaram a dar porretadas em todo o mundo. Ao meu lado, um fotógrafo tomou um coice de tridente na testa. Saí correndo e recebi uma bastonada de raspão nas costas. Ofegante, caminhei velozmente uns trezentos metros e localizei dois amigos que conversavam tranqüilamente do outro lado do cordão de isolamento. Eles se espantaram com minha cara de penitente sofrido. Expliquei que a polícia estava enfiando o sarrafo na moçada. Eles me garantiram que ali onde estávamos nada iria acontecer. Não conseguiram nem terminar a frase: dois velhinhos possuídos pela Deusa Kali enfiaram o porrete em nossos castigados corpos. Enquanto isso, cinco ou dez policiais fecharam as possíveis saídas de acesso. Consegui uma brecha e saí pulando e pisando por cima do povão. Minha última visão foi a de um dos meus amigos sendo massacrado. Sua sorte foi que um fotógrafo ocidental decidiu registrar a cena. Adivinhem? Os velhinhos transferiram os porretes para o sujeito, que apanhou feito estuprador em cadei</p>		<p>Em estado de choque e tremendo de medo, reencontrei um dos amigos com o rosto coberto de sangue e com um profundo corte no supercílio. O empurra-empurra não tinha fim. Uma equipe da Channel 4, TV inglesa, com a típica pretensão britânica, resolveu colocar na maior cara-dura duas câmeras betas, com tripé e tudo, no meio da avenida: apanharam sem piedade. Atravessar alguma das pontes e acompanhar o banho era uma missão impossível, por isso relaxei e decidi terminar minha epopéia. Caminhei até a beira do Ganges e aproveitei para recolher em uma garrafa um pouco da água para trazer ao Brasil. Estava atordoado, detonado. Queria sumir dali.<br />Depois de todo o drama atrás do rito da imortalidade nas águas sagradas, resolvi partir para a região paradisíaca das praias de Goa. O que ainda não entendi e tento decifrar são os sonhos e imagens de Kumbh Mela que me perseguem até os dias de hoje. O que aconteceu ali, naquela imensa colcha de retalhos formada por saddhus e fiéis das mais diversas divindades hindus?<br /><span style="font-style: italic; font-weight: bold;"></span></p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela---festa-religiosa-55">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=748">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela---festa-religiosa-55#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Religião]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela---festa-religiosa-55]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Mon, 16 Oct 2006 15:51:27 GMT]]></pubDate>
			<guid><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela---festa-religiosa-55]]></guid>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[ Kumbh Mela ] Festa religiosa #4/5]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-45]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Religião</a></div>			<div>Postado em 16/10/2006 15:42 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><span style="font-weight: bold;"><img width="408" height="28" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" alt="" /><br /></span><span style="font-weight: bold;"><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/kumbh_mela_2.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/kumbh_mela_2_p.jpg" alt="" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/kumbh_mela_2.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img width="381" height="11" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_horizontal.gif" /></a><br /></span><span style="font-weight: bold;">&quot;Obrigatoriamente zen&quot;</span><br /><br />Depois de quase uma semana circulando pelo Kumbh Mela, me sentia em um gigantesco aquário seco onde milhares de cardumes surgiam diretamente do túnel do tempo. Era uma eterna overdose de informações. Acontecimentos estranhos não paravam de borbulhar. Com seus tridentes, espadas e lanças, muitos saddhus praticavam exercícios de yoga e alguns enrolavam e desenrolavam seus pintos como se fossem elásticos. Um dos líderes desta estranha pratica, comentou que essa técnica é nada mais que o controle da mente sobre o corpo. Cá entre nós, tenho minhas dúvidas.<br />Na Índia, a paciência é testada a todo o momento. É muito fácil perder o equilíbrio e ceder à irritação. É calor, stress e a comida condimentada sempre provoca vômitos e diarréias. A todo átimo de segundo alguém cola em você querendo alguma coisa. Quando isso acontece, a palavra mágica é &ldquo;chalo&rdquo;, que quer dizer &ldquo;cai fora!&rdquo;.</p>		<p>O cansaço, desgaste e poeira faziam parte da experiência de sobreviver superando os obstáculos no mega-festival. Nosso guia Vasisth Giri insistia que devíamos fazer uma última visita para &ldquo;um importante yogue naga-baba de Varanasi&rdquo;. Quando entramos na cabana do personagem, escuto palavras que misturavam hindi com inglês. O eminente yogue era um velho conhecido, Narayam Giri, meu amigo há mais de sete anos. Afinal, um encontro não marcado no meio de milhões de pessoas na Índia é sinal de karma positivo. Narayan Giri é um dos raríssimos gurus da linhagem Juna Akhara que não fuma charas nem maconha. Possui uma escola de yoga em Varanasi e tem centenas de alunos. Conversávamos sobre todos os assuntos, do sagrado ao profano. Ele ficou indignado por não estarmos acampados nas imediações e me convenceu a levar minha parafernália para lá. Assim fiz. O barracão ficava ao lado de uma imensa fossa. A brisa não era muito favorável, mas a experiência valeu como se estivesse em solo lunar. Parti para mais uma peregrinação pelo camping mais &quot;crowdeado&quot; do planeta. Quando regressei à barraca, qual não foi minha indignação ao encontrar diversas pessoas que dormiam na maior cara-de-pau. Era impossível esticar o esqueleto. Graças a Shiva (o destruidor), Narayam Giri apareceu e, como uma divindade irada, botou pra fora os folgados.<br /><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">&quot;continua...&quot;</span></p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-45">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=745">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-45#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Religião]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-45]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Mon, 16 Oct 2006 15:42:40 GMT]]></pubDate>
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		<item>
			<title><![CDATA[[ Kumbh Mela ] Festa religiosa #3/5]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-35]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Religião</a></div>			<div>Postado em 16/10/2006 15:39 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><span style="font-weight: bold;"><img width="408" height="28" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" /><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/kumbh_mela_4.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=541,height=716'))"><img width="308" height="400" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/kumbh_mela_4_pp.jpg" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/kumbh_mela_4.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=541,height=716'))"><img width="283" height="11" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_vertical.gif" alt="" /></a><br />&quot;O supra-sumo dos saddhus&quot;</span><br /><br />Caminhava uma média de 25 km diários, pois não existia outro meio de transporte para circular entre os acampamentos a não ser com meus próprios pés. Adaptados ao clima inexplicável da Índia, relaxamos e fizemos algumas amizades. Um naga-baba do grupo Juna Akhara tornou-se nosso guia. O figuraça Vasisth Giri falava com muita confiança e dominava o inglês impecavelmente. Tinha 27 anos e estudara até a adolescência em uma escola católica no norte da Índia. Abandonara seus estudos, pois não queria trabalhar em um escritório como o pai, funcionário do governo. Sexo? Nem pensar. Como muitos indianos, Vasisth se desligou da sociedade e foi viver a vida de saddhu. Sua função como guardião da sabedoria e da religiosidade hinduísta era espalhar sua fé e encontrar pessoas abertas e sensíveis. Com ele, nosso passaporte para o mundo desconhecido dos acampamentos estava carimbado.</p>		<p>Vasisth Giri circulava com a maior desenvoltura por todas as seitas no freak show do Kumbh Mela. A sensação de estarmos com uma multidão de mais de 70 milhões de seres humanos acampadas no leito seco do Ganges é intraduzível. Acabamos nos instalando na área mais barra-pesada da Juna Akhara , o supra-sumo dos Saddhus. Foi ali que conheci os tipos mais exóticos e bizarros do festival.<br />Baba Amar Bharatji Udu Bahu era uma espécie de Giselle Bündchen às avessas. O santo homem, que se encontra há 27 anos sentado em posição de lótus está há todo esse tempo, com o braço direito erguido na perpendicular. Seus dedos têm unhas enroladas e são estranhíssimos. Uma multidão de fiéis faz fila para receber sua benção e oferecer-lhe algum donativo.<br />Amar Bharaji é cercado por uma corte de discípulos que fumam sem parar o chillum (cachimbo cônico típico) recheado de tabaco e charas (haxixe). A intoxicação entre os Saddhus é um privilégio místico de busca para a iluminação. Nos corredores dos acampamentos, o que mais se escuta são as desgastadas e terríveis tossidas da saduzagem, que fuma haxixe 24 horas por dia.<br />Algumas tendas adiante, Vasisth me apresenta Shri Mhanth Keshv. De pé há 15 anos, ele não se deita para dar dormir desde que tomou a decisão de assim permanecer. O sujeito, extremamente desconfiado, não quis conversar. Fez apenas uma revelação. Disse que o Kumbh Mela é o drama da busca do Nirvana e que, para os comuns, seria como se os deuses, por um rápido momento, permitissem aos mortais experimentarem a Ambrósia celestial.<br /><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">&quot;continua...&quot;</span></p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-35">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=742">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-35#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Religião]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-35]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Mon, 16 Oct 2006 15:39:23 GMT]]></pubDate>
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		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[[ Kumbh Mela ] Festa religiosa #2/5]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-25]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Religião</a></div>			<div>Postado em 16/10/2006 15:36 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><span style="font-weight: bold;"><img width="408" height="28" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" /><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/kumbh_mela_19.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/kumbh_mela_19_p.jpg" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/kumbh_mela_19.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img width="381" height="11" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_horizontal.gif" /></a><br />&quot;O mais antigo festival da história da humanidade&quot;</span><br /><br />O Kumbh Mela, essa mega-rave atemporal que acontece há mais de 5 mil anos, reuniu 70 milhões de pessoas ao longo de seis semanas na cidade de Allahabad, no norte da Índia. O festival é o maior evento do hinduísmo e está no Guinness Book of Records como a maior aglomeração religiosa do planeta. A cada 12 anos, o festival é celebrado em quatro cidades diferentes. O mais importante deles é este Maha Kumbh Mela, que acontece no encontro dos rios Ganges, Yamuna e o mítico rio subterrâneo Sarasvati.<br />Para chegar a Allahabad, peguei um vôo de Nova Délhi até Varanasi, uma das cidades mais sagradas na Índia. Fiz o percurso em cinco perigosas horas com um jipe carcomido pelo tempo. Pela estrada principal e suas artérias, milhares de peregrinos deslocavam-se em tratores, ônibus, caminhões, camelos, bicicletas, rickshaws, lambretas, burricos, trens, elefantes e, principalmente, a pé. Nosso horizonte era uma mescla de muita poeira com um gigantesco arco-íris de saris e tecidos de todas as cores.</p>		<p>Devidamente instalado numa simpática espelunca, previamente reservada do Brasil, tivemos uma pesada e merecida noite de sono. Bem cedinho, antes do nascer do sol, seguimos rumo ao gigantesco acampamento. Meus sentidos se aguçavam a cada passo. Parecia flutuar. Não sabia para onde ir, o que fazer e com quem falar. A primeira iniciativa foi chegar à confluência dos sagrados rios Ganges ,Yamuna e Saraswati.<br />A partir daí, os mistérios começaram a se revelar. Havia estudado detalhadamente todas as divisões das Akharas (instituições e seitas onde se encontram agregados os sadhus, monges divididos hierarquicamente segundo seus rituais). Os dois grupos principais são os discípulos do deus Shiva (o destruidor) e os do deus Vishnu (criador e preservador). O primeiro grupo dos Shaivas (Shiva) estão sub-divididos em Mahanirvani Akkhara, Atal Akhara, Niranjani Akhara, Anad Akhara, Juna Akhara, Awahan Akhara e Agni Akhara. Por sua vez, os Vaishnav (Vishnu) estão divididos em três categorias: Nirmohi Ani Akhara, com nove sub-linhagens; Nirvani Ani Akhara, com 7 sub-linhagens; e a Digambar Ani Akhara, com apenas dois sub-grupos. Todos estes nomes de difícil lembrança acabaram se tornando palavras de uso diário para mim, tal como água, escova de dente, pão, camisa e comida.<br />A cada dia, mais seres humanos vinham de toda parte da Índia e do mundo para compartilhar experiências, rituais e, assim, se purificar. O grande objetivo deste festival é essa troca. Todos querem lavar a alma na água sagrada onde os três rios se encontram. Espalhados pelo gigantesco complexo, repleto de barracas de todos os tipos, astrólogos, políticos e videntes se misturavam a sanitaristas (que analisavam os efeitos e o grau de contaminação da sagrada água), a profissionais da mídia e a diversos grupos religiosos &ndash; que acompanhavam o dia-a-dia das celebrações aguardando o mais importante momento, o esperado banho do dia 24 de Janeiro. <br /><br /><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">&quot;continua...&quot;</span></p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-25">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=740">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-25#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Religião]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-25]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Mon, 16 Oct 2006 15:36:58 GMT]]></pubDate>
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			<title><![CDATA[[ Kumbh Mela ] Festa religiosa #1/5]]></title>
			<link><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-15]]></link>
			<description><![CDATA[	<div>			<div>Seção Religião</a></div>			<div>Postado em 16/10/2006 15:34 por Arthur Veríssimo</div><br/>		<p><span style="font-weight: bold;"><img width="408" height="28" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/bandeira_peq_india.gif" /><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/kumbh_mela_20.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/kumbh_mela_20_P.jpg" /></a><br /><a href="javascript:void(window.open('http://zoom.viajandao.com.br/zoom/kumbh_mela_20.jpg','','resizable=no,location=no,menubar=no,scrollbars=no,status=no,toolbar=no,fullscreen=no,dependent=no,width=816,height=616'))"><img width="381" height="11" alt="" src="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/img/Image/Viajandao/zoom_horizontal.gif" /></a><br />&quot;Kumbh Show&quot;</span><br /><br />Um dia, deuses e demônios entraram em combate pela posse de um vaso que continha a bebida sagrada. Vishnu, a divindade que sustenta o universo, teria roubado o vaso (kumbh) dos demônios, levando-o para o céu. Durante a luta, quatro gotas da bebida divina teriam caído em quatro lugares diferentes da Índia. A cada 12 anos, um grande festival (mela) celebra o contato da substância divina com a terra.</p>		<p>Sangam, Thums-up, Prayag, Allahabad, Naga Baba, Bisleri, Saddhu, Mauni Amavasya, Ganga, Yamuna, Saraswati, Akhara, Kumbha Mela, Chillum, Juna Akhara, Lingam, Charas, Chalo, Trisul, Shiva, Vishnu, rupee, Gurudi, mantra, Moksha, namaste, Nirvana, Maya, Karma, Hanuman, Kaliiiiiiiiiiiiiiiii. Which Countr ? Índia. Você, leitor, aventureiro e curioso, tem noção do significado destas estranhas e enigmáticas palavras?<br />Talvez o relato deste escrivão espirituoso o ajude a desvendar este imenso caleidoscópio, mergulhando e ressuscitando no maior festival religioso do planeta onde circularam, durante 44 dias, na cidade de Allahabad, norte da Índia, 70 milhões de almas à procura de respostas. Entre as datas de 9 de janeiro e 21 de fevereiro de 2001, peregrinos de todos os cantos desse país-continente banharam-se na confluência das águas sagradas dos rios Ganges, Yamuna e Saraswati. Gurus, karma junkies, adoradores, saddhus, porra-loucas, guerreiros, aberrações, fanáticos e personagens de tempos imemoriais formaram a mandala desta fascinante epopéia.<br /><br /><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">&quot;continua...&quot;</span></p><br/>			<ul>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-15">Permalink</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/EnvieAmigo.aspx?id=738">Envie para um(a) Amigo(a)</a></li>				<li><a href="http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-15#comments">Comentários [0]</a></li>			</ul></div> </p>]]></description>
			<author><![CDATA[arthur.verissimo@blogtvbrasil.com.br]]></author>
			<category><![CDATA[Religião]]></category>
			<comments><![CDATA[http://viajandao.blogtv.uol.com.br/2006/10/16/-kumbh-mela--festa-religiosa-15]]></comments>
			<pubDate><![CDATA[Mon, 16 Oct 2006 15:34:50 GMT]]></pubDate>
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